Todo Sábado
TRAPICHE GAMBOA
Terça (24/08)
TEATRO RIVAL PETROBRAS
Participação no Show de João Martins
Quarta (25/08)
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RJ
ESPAÇO CULTURAL HUMBERTO BRAGA
Terça (07/09)
CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL
Sexta (10 e 24/09)
RIO SCENARIUM
Programação
Julho a dezembro de 2010 12h30 e 19h
Apresentação NEI LOPES
Galocantô RODRIGO CARVALHO, LÉO COSTINHA, LULA MATOS, EDSON CORTES, PABLO AMARAL e MARCELO CORREIA
06/07 RODA DOS SUBÚRBIOS participação especial ZÉ LUIZ E IVAN MILANEZ
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03/08 RODA BAHIA-MINAS participação especial NELSON RUFINO E TONINHO GERAES
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07/09 RODA DA BAIXADA participação especial SERGINHO MERITI E CLAUDINHO GUIMARÃES
05/10 RODA DA VELHA E DA NOVA LAPA participação especial EDUARDO GALLOTTI E JOÃO MARTINS
02/11 RODA DO HUMOR participação especial TRIO CALAFRIO (MARQUINHOS DINIZ, LUIZ GRANDE E BARBEIRINHO DO JACAREZINHO)
14/12 RODA DE PARTIDO-ALTO participação especial MARQUINHO CHINA, RENATINHO PARTIDEIRO E JUNINHO THYBAU
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A série musical No princípio, era a roda é uma homenagem a um dos grandes estudiosos da música brasileira, o jornalista Roberto M. Moura. O projeto é inspirado no livro homônimo, que Moura publicou em 2004, sobre a influência das rodas (encontros de manifestação popular) na história do samba.
Sob a batuta do grande Mestre Nei Lopes, o grupo de samba Galocantô convida outros sambistas para esse espetáculo. Ao longo de seis meses várias rodas vão rodar, contando a história do gênero mais popular do País.
Ao realizar No princípio, era a roda, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma o seu compromisso de resgate e difusão da música popular brasileira, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer um pouco da nossa história, além de apresentar uma nova geração de compositores e intérpretes que não deixam o samba morrer!
Centro Cultural Banco Brasil
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O mestre Roberto Moura falou que no princípio era a roda. E todos nós sabemos que a roda, seja de que tipo for, sempre foi o princípio de grandes mudanças na cultura e na civilização. A roda de samba não seria diferente. Os negros trouxeram de além-mar os seus batuques em forma de roda. Aqui no Rio, estas rodas se mestiçaram e cresceram na Cidade Nova, nos terreiros das famosas tias. Ali havia rodas de partido alto: através da repetição de um refrão, versadores improvisavam sobre os temas que lhe chegassem à cabeça e ao coração. Esta forma de cantar samba, seguiu pelo tempo, tendo sido fortalecida mais recentemente pelas rodas do Cacique de Ramos e as do Quilombo de Mestre Candeia.
Mas as rodas foram se renovando e se adaptando aos tempos. Aí vieram o Estácio de Ismael e a Vila de Noel. Na velha Lapa, as rodas se repetiam, cantando o samba, já em outro formato, com duas partes, mais perto dos modelos radiofônicos que então surgiam. A Lapa adormeceu mas redespertou, tendo hoje as novas rodas espalhadas bairro a dentro.
As rodas de samba subiram os morros da cidade, desceram pelo subúrbio e se tranformaram na trilha sonora do povo carioca. Grandes redutos apareceram: já existia a Serrinha com o seu jongo, o morro do Salgueiro com o Caxambu, e ainda a Portela, a Mangueira e tantos outros. Os bairros do subúrbio tem suas rodas, cada qual com o seu jeito, com a sua cor. E se adentraram pela Baixada, onde não é menor a tradição do samba.
Nas rodas de samba se canta a alegria e a tristeza, o amor e o desamor, a riqueza e a pobreza. É como coração de mãe, lá cabem todos os sentimentos: a família, o bairro, a cidade, o país. A crônica do dia. E também as injustiças sociais. Em tudo deixando a marca da raça. Mas é no humor que o samba leva o sorriso para a boca do povo. E este humor pode ser escancarado e às vezes muito sutil.O samba tem muitos ardis.
O samba é brasileiro, tem rodas de samba em todos os cantos do país. Assim também na Bahia (que também é mãe dos seus sambas de roda) e nas Minas Gerais.
Isso tudo estamos mostrando nesta série de rodas de samba no CCBB. Galocantô e convidados. Sob a batuta do grande Mestre Nei Lopes, seis rodas vão rodar. Cada uma conta uma história. E o Nei vai contar a história de cada uma. São rodas, fazendo uma espiral no tempo e no espaço e deixando bem claro porque no princípio era a roda.
Tulio Feliciano
Rio de Janeiro, 2010
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Ficha Técnica
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Organização: Domínio Público Agência Cultural
Direção e roteiro: Tulio Feliciano
Produção Executiva: Lúcia Sá
Coordenação de projeto: Kelly Santos (dominiopublicoagencia.com)
Assistente de produção: Isabela Reis
Programação visual: Mariana Mansur (marianamansur.com)
Assessoria de imprensa: Braulio Neto (1mais1.net)
Registro Videográfico: Dario Gularte
Fotógrafo: Ierê Ferreira
Músicos de apoio: Alexandre Caldi (sopros) e Jorge André (percussão)
Iluminação: Marcelo Linhares
Sonorização: Rossini Maltoni
Roadie: Doca
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Ingressos
R$6 (inteira) e
R$3 (meia-entrada)
Centro Cultural Banco do Brasil
R. Primeiro de Março, 66
Centro - Rio de Janeiro
tel: (21) 3808-2020
bb.com.br/cultura
twitter.com/ccbb_rj